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13/03/2019 | 21:49 | Notícias | Judiciário

Leandro Boldrini alega inocência e acusa madrasta e Edelvânia de terem assassinado Bernardo

O médico Leandro Boldrini, alegou inocência e acusou a companheira Graciele Ugulini e a amiga dela Edelvânia Wirganovicz, de terem assassinado o menino Bernardo Uglione Boldrini. A acusação aconteceu na tarde desta quarta-feira (13-03), durante depoimento no júri que apura o crime ocorrido no dia 4 de abril de 2014, no interior de Frederico Westphalen. O quarto réu é Evandro Wirganovicz, que responde com a irmã Edelvânia, pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e falsificação ideológica.

O Ministério Público, defende pena máxima para os quatro acusados e acredita que o médico Leandro é o mentor do crime. Porém durante a manifestação ao corpo de jurado, ele negou ter participado do crime e confessou que não era um pai muito presente. Ele chegou dizer que se tivesse como voltar atrás faria diferente, tirando mais tempo para a família.

— Assim que ganhar a liberdade, quer ir direto ao cemitério em Santa Maria, para rezar diante do túmulo do filho Bernardo. Chegou dizer que condená-lo será um erro e que ainda tem vontade de voltar a realizar as atividades profissionais como médico em Três Passos. Ele chegou repetir olhando para os jurados que quem matou o Bernardo foi Graciele e Edelvânia.

Apesar da convicta acusação ele revelou aos advogados de sua defesa, que a relação entre Bernardo e a madrasta, Graciele, era conturbada. Boldrini, frisou que os dois “se odiavam”. Porém isso não foi suficiente para ele desconfiar que a mulher pudesse assassinar o filho dele.

Durante os questionamentos do promotor Ederson Vieira, o advogado de defesa Ezequiel Vetoretti, ao perceber atuação do MP, adotou a estratégia para que Leandro Boldrini não respondesse mais nenhuma perguntas do magistrado. Apesar da determinação do advogado, o promotor foi autorizado pela juíza Sucilene Engler, a seguir fazendo as perguntas, mesmo o réu ficando em silêncio e de costas para o membro do Ministério Público. Essa situação, levou os advogados do médico a fazer uma consignação, que pode ser usada para pedir anulação do júri em caso da sentença do cliente não ser favorável. O advogado Vieira, acredita que o fato da MP seguir com os questionamentos poderá prejudicar o seu cliente no resultado da sentença.

Em uma das perguntas do promotor, exibiu um áudio em que o padrinho de Bernardo, ligou questionando se o Bernardo havia retornado com Graciele de Frederico Westphalen. Durante o telefonema houve troca de ofensas, após o padrinho cobrar ação do médico que não estaria preocupado com o filho desaparecido.

Defensores das acusadas pelo médico

O advogado Vanderlei Pompeo de Mattos que é defensor de Graciele Ugulini, trabalha com a hipótese de morte acidental e que sua cliente vai falar a verdade durante o depoimento ao corpo de jurados. Já o advogado Gustavo Naguelsen, que é o defensor de Edelvânia, disse que ela está disposta falar a verdade e irá confessar a participar no crime de ocultação de cadáver, mas vai negar que contribuiu na morte do menino Bernardo.

Bernardo foi dopado

Exames realizados no corpo de Bernardo Boldrini, constataram a presença do medicamento Midazolam que o médico costumava prescrever aos pacientes. A substância deste medicamento foi encontrada pela perícia no corpo de Bernardo. Conforme confissão de Edelvânia disse à polícia, o menino foi dopado com dois comprimidos de Midazolam e depois teve uma injeção letal aplicada na veia.
 

Fonte: No Ar Notícias