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14/03/2019 | 12:59 | Notícias | Judiciário

Madrasta diz que morte de Bernardo foi provocada pelo excesso de medicamento e inocentou companheiro

Durante depoimento no júri na manhã desta quinta-feira (14-03), a enfermeira Graciele Ugoline, revelou que no início da relação com o médico Leandro Boldrini, tinha um bom entendimento com o menino Bernardo Uglione. Porém com o passar do tempo ela teve uma gravidez não planejada e acabou abortando (começou a chorar). A partir desse episódio, a relação começou a ruir com o Bernardo. 

Graciele, acrescentou que depois de um ano engravidou novamente e a partir desse momento passou a cuidar da gravidez que era de risco. A bebê nasceu prematura, por isso precisa de cuidados especiais e ela confessou que acabou abandonando a família e não dava atenção que o Bernardo precisava.

Ao ser questionada pela juíza de Direito Sucilene Engler, sobre o vídeo em que Graciele teria dito que gente para matar não faltaria. Ela confessou a fala, mas disse que foi dito de forma impensada e não tinha intenção de matar. Os atritos ocorriam porque Bernardo seria bastante agitado e perturbava a maninha filha de Leandro e Graciele.


Dia do crime

Graciele Ugoline, disse que o Bernardo pediu para ir junto com a madrasta até a cidade de Frederico Westphalen, onde iria comprar o aquário e uma televisão. No caminho acabou sendo multado pela polícia rodoviária por excesso de velocidade, momento em que Bernardo teria ficado nervoso. Com a intenção de acalmá-lo ela medicou o menino com Ritalina, mas como ele continuava agitado pediu para ele tomar mais medicamento enquanto ela dirigia. No instante em que parou o carro, ela constatou que o menino estava dormindo e deixou no carro por cerca de cinco minutos.

Quando retornou com a amiga Edelvânia, percebeu que Bernardo estava sem pulsação e estavam faltado de 5 a 6 comprimidos na cartela. Ela acredita que a morte foi em função do excesso de medicamento. Mesmo contrariada por Edelvânia, a madrasta insistiu em sumir com o corpo. A amiga cedeu ao pedido e em um mato abriu a cova com uma chave de roda de veículo, contando com ajuda de Graciele que usou um pedaço de madeira. As duas enterraram o corpo de Bernardo e cobriram com terra, pedra e galhos.

Sobre a participação de Evandro Wirganovicz, irmão da amiga Edelvânia, a madrasta disse que ele não teve nenhuma participação no crime, nem na alegada abertura da cova.

Denúncia

De acordo com a denúncia do Ministério Público,  Leandro Boldrini, foi o mentor intelectual do crime e incentivador da atuação de Graciele em todas as etapas, inclusive no que diz respeito à arregimentação dos colaboradores, Edelvânia e Evandro Wirganovicz. Leandro teria patrocinado despesas e recompensas e também fornecido meios para acesso à droga Midazolan, utilizada para matar o menino. Para o MP, Boldrini e Graciele não queriam partilhar a herança de Odilaine com Bernardo, que representava um estorvo para a nova unidade familiar, formada pelo médico, a madrasta e a filha do casal, Maria Valentina.

Fonte: No Ar Notícias