O Inca projeta 9.360 novos casos de melanoma de pele neste ano no Brasil — 19,2 por 1 milhão de habitantes, com maior risco entre homens (23,8 por 1 milhão) do que entre mulheres (17,3 por 1 milhão). A mortalidade também pesa mais sobre eles: em 2023, foram 2.047 óbitos (1.176 homens e 871 mulheres). Entre 2020 e 2024, a taxa média foi de seis mortes por 1 milhão, com oito entre homens e cinco entre mulheres. Os dados são do Inca e do boletim da Fundação do Câncer.
Nem todo melanoma é câncer de pele. O tumor também surge no olho, em mucosas e em órgãos internos. É a forma menos comum, porém mais agressiva e letal, com maior risco de metástase. De 42.255 casos analisados, 92,2% eram cutâneos, 5,7% oculares e 2,5% de mucosa. No extracutâneo, o olho é a principal localização (75%) — e o melanoma ocular costuma ser assintomático nas fases iniciais, com sintomas como visão embaçada e flashes luminosos que retardam o diagnóstico.
Por região
O Sul concentra a maior incidência: 44,4 casos por 1 milhão, mais que o dobro da média nacional (19,2). Já o Norte registra a maior letalidade, atribuída ao diagnóstico tardio e às barreiras de acesso à assistência especializada.
Tratamento
A cirurgia é o principal tratamento inicial do melanoma de pele: 84,7% dos procedimentos entre 2014 e 2023. A imunoterapia, aprovada no SUS em 2020, elevou a resposta clínica de menos de 10% (quimioterapia) para até 70% dos pacientes, mas o alto custo limita o acesso e o repasse dos medicamentos aos hospitais ainda está em negociação.