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Abcam e Unicam não assinam acordo com governo e afirmam que segue a greve dos caminhoneiros

24/05/2018 22:47
Abcam e Unicam não assinam acordo com governo e afirmam que segue a greve dos caminhoneiros

A União Nacional dos Caminhoneiros (Unicam) e a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) não assinaram o documento que prevê acordo com o governo dando trégua na greve dos caminhoneiros. Porém outras nove entidades que participaram da reunião com representantes do governo em Brasília, aceitaram a proposta do Executivo, que prevê prazo de 30 dias para reajustes no preço do diesel.

A reunião com o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) e outros representantes do governo durou mais de sete horas. A proposta do governo é que a paralisação seja suspensa por 15 dias. O ministro Eduardo Guardia (Fazenda) informou que haverá um mecanismo de compensação à Petrobras a cada 30 dias, que terá que ser calculado mês a mês entre o preço que a estatal adotaria e o efetivamente adotado.

O compromisso da Petrobras (de desconto no preço do diesel) é por 15 dias. Depois, a política volta normalmente. A política de preços continua preservada até a porta da refinaria”, assegurou Guardia. O acordo do governo com caminhoneiros também inclui a manutenção do desconto de 10% no diesel por 30 dias. Ontem, a Petrobras anunciou a medida por 15 dias, que será bancada pela estatal. A União se compromete a pagar uma compensação financeira à Petrobras pelos outros 15 dias acordados para “garantir a autonomia” da estatal.


Segundo Guardia, a partir do segundo mês, a União arcará com o valor entre o preço que a Petrobras adotaria e o adotado. Já o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, afirmou que o reajuste no preço do diesel a cada 30 dias está garantido “pelo menos até o fim do ano”.

Depois dos 15 dias de suspensão da greve, haverá uma nova reunião entre as entidades e o governo para verificar como está o cumprimento dos 12 itens que constam no acordo. Também consta entre compromissos a realização de encontros periódicos a cada duas semanas. Padilha ressaltou que Temer autorizou o acordo.

O presidente da Abcam, José da Fonseca Lopes, não concordou com o andamento da reunião e se retirou por entender que estava acontecendo um golpe ao perceber que tinha gente defendendo os interesses do governo. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Autônomos de Ijuí e Região – Sindtac, Carlos Alberto Litti Dahmer, pede aos caminhoneiros que permaneçam mobilizados, pois não existe nenhuma garantia de que o governo vai cumprir com o prometido. Ele salientou que a greve só deve terminar quando sair no Diário Oficial da União a redução da alíquota de Pis-Cofins sobre o óleo diesel aprovada na Congresso e o Senado aprovar a PLC 121/2017 que prevê o preço mínimo do frete.
 

Fonte: No Ar Notícias